Imprensa

Mobile Cultural.
Centro cultural Candido Mendes

Setembro - 1990.

 

Quantos mundos podem habitar este nosso mesmo Universo?

É bem verdade que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, mas sempre se pode organizá-los de forma a possibilitar uma conivência harmônica entre eles. Ou não?

As pinturas e objetos de Nelson Manoel nesta exposição buscam através da organização espacial, fazer do plano pictórico um espaço concreto, cheio e organizado, que exista por si só.

“Meu trabalho de pintura se baseia na construção de um “MOTIVO” utilizando formas básicas, tais como: O cone, o cilindro, o cubo, retângulo, etc., agrupados de uma maneira desconexa numa perspectiva muitas vezes contraditória, organizados em torno de uma ordem formal baseada em linhas de força, pontos de convergência e distribuição dos volumes dentro do espaço pictórico”.

Mas Nelson Manoel não mistura as bolas em vão, todo seu trabalho tem o objetivo de criar uma figuração não representacional, sem qualquer relação com o mundo objetivo, possibilitando a abordagem de elementos da pintura como figura, fundo, volume, cor e textura. Estas atuam na construção do desenho, acentuando ou recriando essa organização formal, de modo a converter o trabalho numa complexa equação de forma e cor.

Os materiais usados são tinta acrílica para as 11 telas, e isopor, resina e a mesma tinta acrílica para os objetos.
A exposição estará montada a partir de 11 de setembro na Grande Galeria – CCCM Praça XV. O coquetel de inauguração será as 18:30hs. Até 5 de outubro.
Por Cristina Massari

Jornal o Globo
Segundo Caderno
Terça-feira, dia 18 de setembro de 1990.

 

Em Exposição os quadros de Nelson Manoel

“Pinturas e objetos” é a exposição que está na Grande Galeria do centro Cultural Candido Mendes, mostrando alguns trabalhos de Nelson Manoel. Inaugurada dia 11, a mostra pretende discutir pintura de modo geral, suas texturas, cores, composições, figura e fundo, além do espaço pictórico.
– Minha atual fase de trabalho é criar uma figura que não aluda a nada, por mais que ao vê-la alguém possa encontrar uma determinada forma. Com origem no cubismo, os objetos são feitos de isopor e recebem cores contrastantes que enchem a galeria com o estilo muito próprio e criativo de Nelson Manoel.
As formas básicas como, triângulos, retângulos, cilindros e cubos, são aparentemente dispostas de maneira desconexa e contraditória em seus quadros.

O artista começou sua carreira em fins da década de 70, quando expôs no Salão Carioca, embora já pintasse desde os 8 anos. Nelson Manoel tem no seu currículo mostras de grande importância, como a que fez na Chuck Levitan Galery, no Soho, o bairro nova-iorquino onde as galerias de arte tomam grande parte das ruas.
Em 1988 ele representou junto com outros artistas, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no 6º Salão Nacional Universitário e no ano seguinte, fez uma exposição na Biblioteca Publica do Estado do Rio de Janeiro. Preocupado em aprimorar seu trabalho Nelson Manoel não deixa de estudar e faz um curso atualmente no Parque Lage.

Jornal do Commercio
People – Ivan Monteiro
Quinta-feira, 13 de setembro de 1990.

Exposição

O artista plástico Nelson Manoel está exibindo seu talento criativo
em Pinturas e Objetos na Grande Galeria na Rua 1º de Março 101.
A exposição foi inaugurada na ultima terça-feira, estará aberta das 11 às 21 horas,
até o próximo dia 5.

Jornal do Brasil
Rio de Janeiro – terça-feira, 18 de setembro de 1990.

Na Grande Galeria, do centro cultural Candido Mendes (Rua 1º de Março 101) a atração são os objetos e pinturas do artista plástico Nelson Manoel. A exposição inaugurada dia 11 pode ser vista até dia 9 de outubro e reúne 11 acrílicos sobre tela e três objetos de isopor, resina e tinta acrílica. Carioca, 30 anos, ele já participou de vários salões e expos em Nova York em 1987. Nelson que estudou pintura com alguns representantes da Geração 80 como Daniel Senise e Beatriz Milhazes, apesar de pouco conhecido no circuito das artes é um artista que promete acontecer.

Meu trabalho se baseia na construção de um “motivo”, explica ele. “Utilizo formas básicas agrupadas de maneiras desconexas e numa perspectiva, muitas vezes, contraditória”.  

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